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O Pai Quinzenal

O dia a dia de alguém armado em pai emprestado... semana sim, semana não.

O dia a dia de alguém armado em pai emprestado... semana sim, semana não.

30
Jul14

Os nossos doces


José Guimarães

figos_opaiquinzenal.jpeg

 

Gosto dos figos do Algarve. Materializam o sorriso gigante que me vai na alma pequenina. Os figos são doces. Estes mais ainda, porque os colhemos juntos. São doces como o mel. Como o foram estas duas últimas semanas contigo. Com os miúdos. Com os amigos. Com os miúdos dos amigos. Podia agradecer-lhes a todos. Mas faço-o a ti, porque sem ti isto não teria acontecido assim. São estes pedacinhos que guardamos para sempre. Que nos moldam e nos fazem crescer mais um bocadinho. Obrigado por seres assim. Doce. Como o mel. Só nosso.

29
Jul14

O sentimento "Verão Azul"


José Guimarães

veraoazul_opaiquinzenal.jpg

 

Hoje é o último dia das nossas férias. Por muito que ninguém queira.Por muito que ninguém goste, há aquele sentimento no ar que já cheira a saudades. Um sentimento que me recorda aquela série dos meus tempos de criança e que me fez chorar vezes sem conta (e é bem capaz de ainda fazer). Essa série chamava-se Verão Azul.Amanhã estamos novamente em casa. Espero não ter muitas saudades da areia com pézinhos, do sol a torrar a pele, do cheiro do protetor solar, dos 100 mergulhos, do queixo a tremer com frio, das bolas de berlim do Paulo, dos risos, do céu de estrelas, do grupo de 32 pessoas à mesa do jantar.Mas se tiver saudades - e não serei certamente o único - ainda bem! É porque no final tudo foi bom. E é isso que nos vai trazer a todos de volta no próximo ano. A mim, à mãe, à miúda e ao rapaz.

27
Jul14

Amor


José Guimarães

maos_opaiquinzenal.jpg

 

Dizia-me ela ontem à noite assim de mansinho: - "Nós temos um mundo só nosso. Um mundo em que mais ninguém entra. Só nós é que sabemos." Dizia-me isto ontem à noite enquanto me fazia festas no rosto, nos olhos, na boca. Dizia-me ela, a mãe do rapaz e da miúda, enquanto as pontas dos seus dedos me transportavam para outros mundos, ao sabor de carícias que só as suas artes mágicas conhecem. Não sei o que é o Amor, mas aqui o descubro todos os dias. Aqui, com a mãe do rapaz e da miúda. A mulher que eu amo.

25
Jul14

Quando estamos doentes e de férias


José Guimarães

peluchedoente_opaiquinzenal.jpg

 

Quando estamos doentes apetece-nos tudo e não nos apetece nada. A mim apetece-me não estar doente. Estou de férias e custa que a cabeça se queira ir divertir e o corpo teime em se sentir pesado e dorido. Quando estamos doentes apetece-nos alguma coisa, mas não sabemos bem o que é. Isto deve ser consequência da cabeça aproveitar e também ela meter férias por estes dias. Eu não sabia bem o que queria, mas aquilo que queria e não sabia veio num formato que não estava à espera. Veio receitado num abraço de quem diz "sei como te sentes, não posso fazer nada mas sei como te sentes e espero que com isto fiques melhor". Era isto que eu queria, mas não sabia que era isto que eu precisava. Quando estamos doentes - e ainda para mais, de férias - precisamos, mais do que medicamentos, de mimos. Este veio do rapaz, que não é meu filho. Mas hoje foi como se fosse. Obrigado. Já me sinto melhor!

19
Jul14

As novas tecnologias assustam-me


José Guimarães

smartphones_opaiquinzenal.jpg

 

Conversa de uma criança ao telemóvel com a avó: "- Olá avó! Hoje na praia vi uma concha tão linda! Era assim como as normais, mas bué grande e com umas riscas parecidas com as da concha de Santiago! Vou tirar uma foto para tu veres. Tens Gmail?" - Ao que a avó provavelmente respondeu que não... "- E o avô, tem Gmail?" - Ao que a avó também deve ter respondido que não. "- Ohhh, então não te vou poder mostrar a concha." As novas tecnologias assustam-me um bocado. Não posso deixar de me sentir pouco tranquilo. Os dias continuam a ter todos eles 24 horas de duração e as coisas que fazemos com as novas tecnologias acabam por inevitavelmente por deixar em parte incerta as antigas artes de fazer coisas. E é isso que me assusta. A forma como remetemos para tempos idos aquilo que serviu de base ao nosso crescimento há 30 anos atrás. Assusta-me que uma criança com poucos anos de existência seja capaz de pegar num livro e passar o dedo indicador da direita para a esquerda, à espera que aquele gesto produza um rol de imagens e cores inegavelmente mais cativantes do que o preto e branco de uma qualquer página escrita. Assusta-me que se percam jogos como o Mikado e o Monopolio, ou os livros do Patinhas ou da Isabel Alçada, a favor de Snapchats e Instagrams e afins. E o jogo da macaca e do prego, onde estão? Ainda se brinca na rua? Não sou a desfavor de novas tecnologias. Sou apologista que cada coisa tem o seu lugar. Que devemos alertar os nossos filhos para o bem que sabe ver o nascer dos dias no horizonte. E que se plantarem um feijão num pedaço de algodão molhado e tivermos paciência, aquilo brota e cresce. Esse é o papel das mães e dos pais de hoje. Mesmo os quinzenais.

12
Jul14

A primeira depilação da miúda


José Guimarães

A estreia na depilação pode ser uma experiência dolorosa. Pelo menos era isso que me estava a parecer, a julgar pelos gritos vindos da casa de banho. A coisa parecia estar mesmo difícil. Eu próprio - confesso - já fiz depilação por causa do desporto e confirmo: é doloroso. Pelo menos a primeira vez. Hoje foi a primeira vez da miúda e, como gosto de dar sempre o meu apoio, fui ver no que podia ajudar.

Cenário na casa de banho: a mãe com a máquina da cera na mão (roll on... é assim que se chama?), a miúda sentada na sanita de perninhas dadas às bandas depilatórias assassinas, utensílios sem fim... Nós os gajos parecemos tão mais práticos. Ou usamos uma máquina na banheira e depois vai tudo pelo ralo, ou então não fazemos mesmo. Gajo que é gajo... não?

O processo de tirar os pelos das pernas da miúda estava mesmo a custar. À miúda, claro. Esperneava. Eu, com os meus possíveis bons conselhos de gajo, sempre acreditei que a melhor forma de nos distrairmos de uma dor é provocar outra num sítio diferente. E saem beliscões, estalos e belinhas. "Dá-me a mão por favooor!" E eu dei. A fazer a depilação de mão dada a mim. Eu de mão dada à miúda e a mãe a rir e a lembrar-me que já tinha mais conteúdo para este blog. Que seja sempre assim. A inspiração para escrever e as futuras depilações. Esta até correu bem. Foi a primeira vez da miúda, mas também a minha.

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