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O Pai Quinzenal

O dia a dia de alguém armado em pai emprestado... semana sim, semana não.

O dia a dia de alguém armado em pai emprestado... semana sim, semana não.

14
Nov17

Casava contigo outra vez... e mais outra...


José Guimarães

casamento.jpg

 

Sabes que eu não ligo muito a estas coisas de datas. Conheces-me. Afinal de contas, eu sou o tipo que até já se esqueceu do aniversário da mãe(!)...

Mas hoje estou lamechas. Aliás, estou lamechas há já algum tempo. E vim aqui confessá-lo.

Quem vê a fotografia deste post, feita com o dedo sensível e o olhar atento de um dos amigos que nos enche a alma, percebe facilmente que tu choras, eu aguento-me, mas que são as nossas alminhas que ali estão. Abertas uma para a outra. E para as de quem nos rodeia.

Mesmo não ligando a estas coisas de datas, não posso deixar de me sentir feliz... espera... FELIZ, por há 4 meses me ter casado contigo. Aliás, casava contigo hoje outra vez. E a cada dia que passa, mais me apetece casar novamente contigo. E faria-o quantas vezes nos apetecesse.

E depois outra vez. E mais outra...

Só porque sim. Só porque me faz todo o sentido. Só porque te Amo!

Foto: Pau Storch

07
Jun16

O drama de ser padrasto


José Guimarães

keepcalmandloveyourstepdad_opaiquinzenal.png

 

Devo começar por dizer que o título não é meu. Fui descobrir um artigo no Expresso intitulado "O drama de ser padrasto". Nem concordo nem com o título, nem com frases como "os padrastos passaram a ter que competir com a imagem de um pai vivo". Nem percebo porque é que "os homens não falam destas coisas".

"Os homens não falam destas coisas"

Mas depois gosto dos depoimentos dos três homens que - afinal - até dão o seu testemunho, confessam os seus medos, relatam as suas conquistas.Eu vivo numa situação em que, tal como diz o Jorge, o quotidiano é feito de bom senso. E, tal como confessa o João, também eu tenho pena que a miúda e o rapaz não sejam meus filhos. E sim, também odeio a palavra padrasto. Não pretendo ocupar o lugar deixado pelo pai, deste lado do coração deles. Quero sim, como padrasto que sou, continuar a construir o meu próprio lugar nesta nova família.Ler artigo completo: O drama de ser padrasto

04
Jun16

Não gosto de padrastos


José Guimarães

Não me entendam mal. Não é que não goste de padrastos. Não gosto mesmo é da palavra em si.

Padrasto. Madrasta. Soa mal. Onde raio estavam com a cabeça quando quiseram inventar uma palavra que designasse um pai que não é pai, mas que atua como tal?

pa·dras·to substantivo masculino

1. Marido ou companheiro da mãe, ou do pai em casais do mesmo sexo, em relação aos filhos por eles tidos em relacionamento anterior.

2. [Depreciativo]  Pai que não cuida bem dos filhos."padrasto", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.

Ora analisemos as possibilidades. Primeiro ponto: marido - concordo - ou companheiro da mãe - perfeito! Ou companheiro do pai, em casais do mesmo sexo. Isto em relação aos filhos que o outro tem de um relacionamento anterior. Mas, se repararem no ponto dois, também pode ter uma conotação negativa, quando em tom depreciativo também define um pai que não cuida bem dos filhos.

Vejamos a coisa na prática. Não soa bem. Não, não soa. Padrasto - e, já agora, madrasta - não são palavras felizes. Mas são só rótulos. E como tal, desmistifiquem-se. Porque padrasto é, mais do que tudo, alguém que, um dia, decidiu tomar como seus os Seres que não são seus. E assim ser pai. Como tal, ser padrasto é bom. É bom porque equilibra e recheia um lar de Amor que faz sentido.

Se gosto de ser padrasto? Gosto. Mesmo que a fonética me soe mal.

04
Ago14

É possível um não-pai ter saudades dos seus não-filhos?


José Guimarães

É! Não só a pergunta é idiota, como a resposta é óbvia.

Regressámos de férias há menos de 1 semana. A miúda ficou com uns amigos e depois foi para casa do pai (o verdadeiro). O rapaz foi duas semanas para um campo de férias num sítio qualquer em que também queríamos estar. Eu e a mãe ficámos por casa, cada um a trabalhar, como mandam as regras.

O que é certo é que aqueles dois seres deixam o seu rasto quando estão connosco. Ficam nos sentidos. E são cinco, ouvi dizer. Ficam no tacto e no olfacto, mas também na visão, na audição e até no paladar. Sim, quando nos beijamos, salgados, acabados de sair de mais um mergulho no mar, ou melosos, depois de um pequeno almoço demorado e guloso. E ficam também no coração. E - afinal - aos cinco sentidos junta-se mais um. Aquele que é tão típico da nossa existência. O sentir a falta de alguém. O "buraquinho" que alguém deixou por preencher enquanto foi e ainda não regressou. A saudade.
27
Jul14

Amor


José Guimarães

maos_opaiquinzenal.jpg

 

Dizia-me ela ontem à noite assim de mansinho: - "Nós temos um mundo só nosso. Um mundo em que mais ninguém entra. Só nós é que sabemos." Dizia-me isto ontem à noite enquanto me fazia festas no rosto, nos olhos, na boca. Dizia-me ela, a mãe do rapaz e da miúda, enquanto as pontas dos seus dedos me transportavam para outros mundos, ao sabor de carícias que só as suas artes mágicas conhecem. Não sei o que é o Amor, mas aqui o descubro todos os dias. Aqui, com a mãe do rapaz e da miúda. A mulher que eu amo.

25
Jul14

Quando estamos doentes e de férias


José Guimarães

peluchedoente_opaiquinzenal.jpg

 

Quando estamos doentes apetece-nos tudo e não nos apetece nada. A mim apetece-me não estar doente. Estou de férias e custa que a cabeça se queira ir divertir e o corpo teime em se sentir pesado e dorido. Quando estamos doentes apetece-nos alguma coisa, mas não sabemos bem o que é. Isto deve ser consequência da cabeça aproveitar e também ela meter férias por estes dias. Eu não sabia bem o que queria, mas aquilo que queria e não sabia veio num formato que não estava à espera. Veio receitado num abraço de quem diz "sei como te sentes, não posso fazer nada mas sei como te sentes e espero que com isto fiques melhor". Era isto que eu queria, mas não sabia que era isto que eu precisava. Quando estamos doentes - e ainda para mais, de férias - precisamos, mais do que medicamentos, de mimos. Este veio do rapaz, que não é meu filho. Mas hoje foi como se fosse. Obrigado. Já me sinto melhor!

12
Jul14

A primeira depilação da miúda


José Guimarães

A estreia na depilação pode ser uma experiência dolorosa. Pelo menos era isso que me estava a parecer, a julgar pelos gritos vindos da casa de banho. A coisa parecia estar mesmo difícil. Eu próprio - confesso - já fiz depilação por causa do desporto e confirmo: é doloroso. Pelo menos a primeira vez. Hoje foi a primeira vez da miúda e, como gosto de dar sempre o meu apoio, fui ver no que podia ajudar.

Cenário na casa de banho: a mãe com a máquina da cera na mão (roll on... é assim que se chama?), a miúda sentada na sanita de perninhas dadas às bandas depilatórias assassinas, utensílios sem fim... Nós os gajos parecemos tão mais práticos. Ou usamos uma máquina na banheira e depois vai tudo pelo ralo, ou então não fazemos mesmo. Gajo que é gajo... não?

O processo de tirar os pelos das pernas da miúda estava mesmo a custar. À miúda, claro. Esperneava. Eu, com os meus possíveis bons conselhos de gajo, sempre acreditei que a melhor forma de nos distrairmos de uma dor é provocar outra num sítio diferente. E saem beliscões, estalos e belinhas. "Dá-me a mão por favooor!" E eu dei. A fazer a depilação de mão dada a mim. Eu de mão dada à miúda e a mãe a rir e a lembrar-me que já tinha mais conteúdo para este blog. Que seja sempre assim. A inspiração para escrever e as futuras depilações. Esta até correu bem. Foi a primeira vez da miúda, mas também a minha.

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