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O Pai Quinzenal

O dia a dia de alguém armado em pai emprestado... semana sim, semana não.

O dia a dia de alguém armado em pai emprestado... semana sim, semana não.

20
Ago18

Todos nós aos tropeções e a andar para a frente


José Guimarães

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Existe uma tribo na África do Sul onde, quando alguém se comporta de forma inadequada, os membros da tribo levam essa pessoa ao centro da aldeia e, durante dois dias, todos a rodeiam. Durante esse tempo eles recordam à pessoa todas as coisas boas que ela já fez, dizendo "Sawabona" e "Shikoba". Quando dizem "Sawabona" significa: "respeitamos-te, valorizamos-te e tu és importante para nós". Quando a pessoa responde "Shikoba", quer dizer: "eu sou uma pessoa boa e eu existo para vocês". Esta ação de reconhecimento reconstrói o interior da pessoa que errou, fazendo com que ela se sinta querida e valorizada por todos.

 

Esta tribo acha que todos nós viemos ao mundo com bondade e que todos nós somos seres muito especiais, ainda que às vezes possamos não fazer as coisas da forma mais correta. Na ânsia de algum reconhecimento ou outra forma de valorização pessoal, as pessoas ocasionalmente falham no seu comportamento, erros que, muitas vezes, mais não são que pedidos de ajuda. E é aqui que a tribo se junta, para direcionar os que erraram, recordando-lhes quem são, lembrando-os de que podem dar novamente a mão à sua verdade, fazendo com que se sintam queridos e valorizados.

 

Sendo tanto céptico como optimista, parece-me que a comunicação emocional está cada vez mais doente na nossa sociedade. Mas por vezes temos exemplos à nossa volta - às vezes muito mais perto de pensamos - que nos arrancam sorrisos do coração. Actos simples e tão importantes, num meio tantas vezes perigoso, sem moral, motivação ou autoestima.

 

Talvez actos como o da tribo aumentassem a qualidade da nossa influência em quem nos rodeia. De vez em quando, todos nós sem excepção precisamos que o nosso próprio meio nos recorde que temos sempre a capacidade de alterar os nossos atos, de nos voltarmos a sintonizar e de nos surpreendermos (nós e aos outros), sentindo-nos então verdadeiramente especiais. E mesmo quando não agimos da forma mais adequada, que temos sempre o poder de mudar e começar de novo, corrigindo os nossos erros.

 

Obrigado miúda!

 

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